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Retrospectiva - Tubarões Azuis: O sonho do Mundial 2018 que 2017 desvaneceu


Qualificação Mundial 2018: Cabo Verde 0 x Senegal 2. Estádio Nacional - Praia. 07 Outubro 2017
03 Jan 2018 Desporto

2017 terminou, mas ainda, por alguns dias, vamos continuar a relembrar os principais momentos do desporto cabo-verdiano durante o ano que chegou ao fim. Hoje recordamos o fim do sonho do Mundial deste ano.

Estava-se na primeira semana de Outubro. Os Tubarões Azuis, reunidos na Cidade da Praia, preparavam o jogo com o Senegal. Cabo Verde vinha de duas vitórias diante da África do Sul e o sonho de chegar ao Mundial parecia muito perto. Tão perto que os jogadores já dormiam com a ideia na cabeça. Era o caso, por exemplo, de Ryan Mendes que dizia isso mesmo na véspera, em declarações à RCV: “Um país como Cabo Verde pode estar no Mundial daqui a dois jogos. Claro que é algo que mexe connosco. Eu acordo todos os dias e tenho isso na cabeça”.

A declaração de Ryan na véspera do jogo encontrava também continuidade nas palavras do colega Nhuk: “qualquer jogador tem o sonho de representar seu país no Mundial. Eu tenho este sonho, tu também certamente tens este sonho (dizia voltando-separa o jornalista que o entrevistava).Todos temos este sonho e seria algo muito bonito conseguirmos ir ao Mundial. Espero que tudo corra bem”- dizia Heldon com brilho nos olhos.

Mas não correu nada bem. 7 de Outubro, um sábado. O sonho de chegar à Copa do Mundo deste ano, na Rússia, desvanecia-se… em 8 minutos. Cabo Verde jogava em casa com o Senegal. Aos 82 minutos, ainda havia 0-0, mas logo de seguida o ponta-de-lança Sako gelou as bancadas do Estádio Nacional ao fazer o 1-0 para o Senegal.

O golo abalou os Tubarões Azuis e já em desespero de causa, a equipa nacional voltava a sofrer um golpe duro. Ndoye, que tinha entrado momentos antes, marcou um grande golo, já nos descontos e acabava com as esperanças cabo-verdianas.

Cabo Verde 0 x Senegal 2. Quando o árbitro egípcio apitou para o final da partida, os rostos estavam todos cerrados. Nas bancadas era a desolação. Na sala de imprensa, Lúcio já tinha feito todas as contas para concluir que “o sonho acabou”.

Sentado ao lado de Lúcio Antunes, Marco Soares era o espelho do desalento do grupo. O capitão dos Tubarões Azuis conseguiu conter as lágrimas, mas a voz ficou embargada quando falou do “fim do sonho”. Com 33 anos, era a última oportunidade que Marco Soares tinha para marcar presença num Mundial.

O sonho ficaria totalmente desfeito com a vitória, 1 mês depois, do Senegal frente à África do Sul, num jogo mandado repetir pela FIFA.

2017 foi, por isso, mais um ano responsável pelo adiamento do tão acalentado sonho cabo-verdiano de marcar presença numa Copa do Mundo.

Na última jornada, a seleçao nacional praticamente foi cumprir calendário no Burquina Faso e saiu de lá goleado por 4-0. Dias depois, numa entrevista exclusiva a RTC, Rádio e Televisão, Lúcio Antunes pedia à Nação para pôr os pés no chão. Afinal, Cabo Verde, dizia ele, “não estava obrigado a ir ao mundial”

Dias depois, Mário Semedo também falou à RCV. O presidente da Federação Cabo-verdiana de Futebol dizia até compreender o contexto das declarações de Lúcio, mas, deixou claro que “qualquer selecção gosta de estar na copa (…) Era preciso analisar o que se passou e tirar ilações”.

O ano de 2017 deixou uma incógnita a nível da selecção nacional de futebol. No passado dia 31 de Dezembro, terminou o contrato de Lúcio Antunes a frente da selecção nacional de futebol. Será que 2018 trará um novo treinador. Mário Semedo, por agora, nega falar do assunto.

RCV -Benvido Neves


Reportagem RCV


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