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FORA DE JOGO. Em casa sem basquetebol, hoje com Emanuel Trovoada

  • Emanuel Trovoada, Seleccionador Nacional Basquetebol
  • Emanuel Trovoada, Seleccionador Nacional Basquetebol
  • Seleccão de Cabo Verde sob as ordens de Emanuel Trovoada
27 Abr 2020 Desporto

Neste quarto número da rubrica FORA DE JOGO, saimos dos relvados e fomos até à quadra de basquetebol. Com tudo numa espécie de time out prolongado, aproveitamos o tempo morto para conversarmos com Emanuel Trovoada “Mané”, treinador angolano que também se sente bem cabo-verdiano.

Mané Trovoada ganhou a simpatia e admiração de todos os cabo-verdianos quando, em 2007, protagonizou o notável feito de levar a selecão nacional de basquetebol à conquista da medalha de bronze no Afrobasquet, realizado precisamente em Angola. O continente africano ficou, na altura, pasmado com tamanho “atrevimento” de um conjunto minúsculo de ilhas que mal aparece no mapa.

No ano seguinte, 2008, regressaria ao seu país para orientar o Sporting de Benguela. Volvidos alguns anos, em 2015,  Mané voltaria a ser chamado para, novamente, assumir os destinos dos “Bravos Guerreiros” num compromisso internacional.

A viver de forma efectiva nos últimos 2 anos e meio em Cabo Verde, Mané assume igualmente a coordenação técnica da Federação Cabo-verdiana de Basquetebol e tem desenvolvido um conjunto de projectos ligados, sobretudo, à formação das camadas mais jovens. Todos os dias está no Pavilhão Vavá Duarte, e noutros recintos da Cidade da Praia e não só. Também viaja constantemente pelas ilhas, e para o estrangeiro, em iniciativas de formação.

Entretanto, veio a pandemia da Covid-19 e tudo ficou suspenso. Quisemos saber como esta paralizaçao apanhou Emanuel Trovoada. 

“Encarei de uma forma normal, visto que é uma situação mundial, mas deu para fazer uma reflexão, ver o que está a ser feito, e o que precisamos melhorar, continuar a partilhar ideias com os colegas, reforçar a formação, a comunicação e criando ideias para continuarmos a melhorar.”

Mané Trovoada é um treinador que respira basquetebol por todos os poros.  Estando todo esse tempo confinado em casa, perguntamos ao treinador do que mais sente falta enquantro profissional do desporto.

“Sinto falta de estar no campo, sentir o cheiro da bola, a vontade dos atletas em aprender e  o fantástico espírito de grupo que temos, que chamo de comunicação”.

Esta temporada, entretanto suspensa, vinha sendo, de certa forma, intensa. A selecção nacional, inclusive, chegou a tentar o acesso ao apuramento para o Afrobasquet 2021, não conseguiu por pouco. Se tivesse que destacar um ou mais episódios que para si foram marcantes na presente temporada, o que escolheria?

“As mais de 5 horas retidos no aeroporto de Argel [nd: aquando da eliminatória com a Argélia, de acesso ao Afrobasquet 2021, em janeiro deste ano] e a perda de 2 grandes do Basquetebol, o árbitro Tavo e o Kobe Bryant”, lamentou o seleccionador nacional de basquetebol.

Quisemos, finalmente, saber o que pensa acerca da continuídade ou não desta época basquetebolística. Acredita haver condições para se retomar esta temporada de forma normal?

“Vai ser muito difícil, porque nâo sabemos o dia de amanhã e a evolução deste vírus. Vontade não me falta, tenho as ideias organizadas e a planificação feita, mas falta o importante: certezas e datas de quando poder executar. Vamos ter fé que tudo vai passar, basta que cada um faça a sua parte, respeitando as normas, regras e cuidados a ter nesta prevenção ao vírus”, concluiu.

Benvindo Neves


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