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Remo: modalidade está em risco na Praia por falta de espaço para guardar embarcações


Remo de mar durante os Jogos Africanos de Praia, SAl 2019
06 Ago 2020 Desporto

O alerta é do presidente da Associação de Remo e Canoagem de Santiago Sul, feito à margem de uma demonstração de remo de mar, realizada na tarde desta quarta-feira, na praia da Gambôa.

A modalidade tem vindo a crescer em Santiago Sul, mas pode deixar de ser praticada na região, devido a falta de espaço para guardar as embarcações.
 
A remadora Vandira Fernandes de 29 anos que esteve na demonstração e que em 2019 participou no Pré-Olímpico na Tunísia, acredita que a modalidade em condições para evoluir.
 
“Posso dizer que nasci e cresci no mar, meu pai é pescador. Então, tenho essa experiência de mar e gosto. Em termos de atletas, penso que vão aparecer sempre, só que falta financiamento e espaços para a prática. Temos estado a treinar, mas apoios para esta modalidade ainda não encontramos nada em Cabo Verde. Esperamos vir a ter um campeonato nacional um dia aqui no país, temos atletas a preparar-se para isso e, se tivermos apoios, podemos fazer coisas bonitas.”
 
Já o treinador cubano, Luís Osório, que há dois anos dinamiza a modalidade, acredita que depois de participações internacionais, este ano pode acontece o Campeonato Nacional.
 
“Temos alguns atletas novos já com boas indicações e temos a perspectiva de organizar um campeonato nacional, ainda este ano, se a pandemia permitir.  Temos outros atletas que treinam na parte de manhã. Queremos desenvolver mais este desporto aqui em Cabo Verde, temos aqui uma baía com excelentes condições e que nos dá boas perspectivas para o futuro.”
 
A modalidade está organizada na Associação de Canoagem e Remo de Santiago Sul, recebeu embarcações da Federação Internacional, tem vindo a captar praticantes, a desenvolver actividades, mas segundo o Presidente José Alves, pode deixar a região por falta de meios logísticos.   
 
“Se não tivermos um sítio para podermos colocar as embarcações e, facilmente, acedermos ao plano de água, vamos deixar de praticar a modalidade. Isto seria lamentável, porque temos um património muito significativo de embarcações que nos foram oferecidas, estamos a falar de valores que andaram a volta dos 6 mil contos cabo-verdiano. Temos um conjunto alargado de atletas que estão a fazer progresso, já tivemos presenças internacionais e podemos fazer muito mais, há perspectivas de crescimento grande. A Federação Internacional de Remo apostou na modalidade em Cabo Verde, contratualizou um programa com a Associação, através do Comité Olímpico, para fazer o desenvolvimento da modalidade e podemos ficar muito mal na fotografia  se não conseguirmos levar adiante estas iniciativas, estas atividades.”
 
Associação de Canoagem e Remo de Santiago Sul faz demonstração de Remo de Mar, apesar da modalidade estar a crescer e ganhar atletas, ela pode deixar parar devido a falta de espaço para guardar as embarcações.

Um contentor de 20 pés na Praia da Gamboa poderia resolver o problema, conforme o presidente da Associação.

Marcos Fonseca, RCV
Editado por Benvindo Neves


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