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Cabo Verde deve ser chamado pelas Nações Unidas a justificar o porquê de querer estender a plataforma continental


17 Mar 2017 Economia


Dentro de 5 anos, Cabo Verde deve ser chamado pelas Nações Unidas a justificar os motivos por que pretende estender a plataforma continental para além das duzentas milhas náuticas.


Para preparar esse argumentário, o País juntou-se a outros Estados com a mesma pretensão, como Gâmbia, Guiné-Bissau, Guiné Conacry, Mauritânia, Senegal e Serra Leoa, numa reunião técnica, que terminou ontem, na Praia.

Uma concertação que se impõem porque, segundo o vice-reitor da Universidade de Cabo Verde, António Lobo de Pina, a vastidão da área em causa pode suscitar dúvidas que as Nações Unidas vão, certamente, querer ver esclarecidas.

A zona exclusiva desses 7 países africanos estende-se, actualmente, até às duzentas milhas náuticas. Mas o representante de Cabo Verde estriba-se na segurança dos dados cientificos apresentados pelo grupo africano para antever uma resposta positiva por parte das Nações Unidas.

Caso esse alargamento venha a ser aprovado, uma das vantagens daí advenientes será a de requerer a propriedade sobre o fundo marinho, com o País a tirar partido das potencialidades em matéria de recursos naturais, explica António Lobo de Pina.


MCSA - RCV


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