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Ministro das Finanças diz que o INPS vai receber uma carteira dos créditos para cobrir parte do investimento feito no Novo Banco


Olavo Correia - Ministro das Finanças
04 Abr 2017 Economia


O ministro das Finanças afirma que a intenção de se ter uma linha de crédito para micro e pequenas empresas é boa, mas a solução encontrada pelo Governo anterior, com a criação do Novo Banco, foi desastrosa.


Olavo Correia avança ainda que o INPS vai receber uma carteira dos créditos para cobrir parte do investimento feito no Novo Banco.

Olavo Correia foi à RCV esclarecer os meandros que ditaram o fim do Novo Banco. O Ministro das Finanças aponta a estratégia da retirada dos riscos da constituição do Novo Banco por meio do Orçamento de Estado e o embalo, como diz, do Governo num cenário de rentabilidade apresentado pelo Banco Português de Gestão como os erros que, à partida, ditaram a morte do Novo Banco.

Em 2013, o Governo de Cabo Verde denunciou o contrato com o Banco Português de Gestão, afiança Olavo Correio, por gestão danosa e aponta de novo o dedo ao Governo anterior por não ter sido consequente.

Olavo Correia é também categórico no tocante ao foco para que foi criado o Novo Banco. O responsável das Finanças cabo-verdianas confirma o risco potencial para o Estado na ordem de um milhão e oitocentos mil contos. Olavo Correia avança ainda que quem tem um acordo de crédito com o Novo Banco vai ter de continuar a pagar e que o INPS vai receber uma carteira dos créditos para tentar recuperar parte do investimento feito no Novo Banco.

O Governo já pensou em alternativas para o acesso das micro e pequenas empresas ao financiamento. Vai mobilizar recursos externos, assumir os valores, no quadro do Orçamento de Estado, e negociar as condições com o sistema bancário.

Quanto à divulgação da lista dos devedores do Novo Banco, Olavo Correia lamenta o sucedido, afirma que ela nunca devia ter acontecido e garante que as autoridades competentes estão a actuar.


MCSA - RCV


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