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Os 60 funcionários do Novo Banco receberam na semana passada uma carta de despedimento colectivo de trabalho


10 Abr 2017 Economia


Para já, preferem não fazer nenhum pronunciamento público, estando em concertação com o Sindicato dos Trabalhadores das Instituições Financeiras (STIF) e com os seus advogados para saber os passos a dar.


No passado mês de Março, o ministro das Finanças, Olavo Correia, garantiu que antes da dispensa todos os trabalhadores do Novo Banco serão indemnizados.

Entretanto, o Ministério Público anunciou que está a investigar suspeitas de crimes de infidelidade e participação ilícita em negócios no caso do Novo Banco.

O Ministério Público refere que da análise dos documentos disponíveis relativamente à situação financeira do Novo Banco, que determinou a medida de resolução, resultaram factos susceptíveis de integrarem crimes de infidelidade e participação ilícita em negócios pelo que a Procuradoria-Geral da República ordenou a abertura de instrução.

A instrução, que decorre na procuradoria da comarca da Praia, está a cargo de uma equipa pluridisciplinar, integrada por dois Procuradores da República, elementos da Polícia Judiciária e técnicos de outra entidade com conhecimentos especializados na matéria objecto de investigação.

O ministro das Finanças, Olavo Correia, pediu no último mês, as instituições da República que assaquem responsabilidades, pois a culpa não pode morrer solteira.

O Banco Central decretou, no início de Março, a resolução e venda à Caixa Económica de Cabo Verde de parte da actividade do Novo Banco, uma instituição de capitais quase exclusivamente públicos, com cerca de 13.200 depositantes activos e vocacionado para a economia social e o microcrédito. A resolução do Novo Banco é um primeiro passo para a sua extinção administrativa.


MCSA - RCV


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