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Presidente da Associação dos Pilotos alerta para o risco de acidentes de aviação devido ao cansaço das tripulações da TACV


12 Abr 2017 Sociedade


Ricardo Abreu pede ao Governo uma outra postura relativamente à transportadora aérea nacional.


Ricardo Abreu falava durante a audição na Comissão Especializada de Finanças e Orçamento sobre a situação da empresa pública de aviação civil e fez questão de que o seu alerta ficasse registado na acta da reunião.

Ricardo Abreu disse aos deputados que a empresa está a pagar salários médios de 550 contos a oito pilotos que estão em casa sem trabalhar e sobrecarrega os que estão em funções, a quem paga horas extra e folgas não gozadas.

Os pilotos que estão em casa operavam o Boeing 737, que fazia voos para a Europa e foi arrestado no ano passado na Holanda por dívidas da companhia.

Para passarem a operar o Boeing 757, que além dos Estados Unidos passou a assegurar também as viagens para a Europa, os pilotos teriam de fazer formação.

"Já tivemos uma situação em Cabo Verde. O caso Santo Antão, onde o cansaço da tripulação foi referenciado como causa do acidente. Era uma tripulação que já tinha vários dias a voar sem descanso", alertou.

Acrescentou que se não for mudada a forma de fazer aviação civil em Cabo Verde, o país poderá voltar a ter acidentes com perdas de vida.

Ricardo Abreu disse que já foram pagos mais de 61 mil contos em salários sem produzir e cerca de 10 mil contos em folgas, quando os custos da formação necessária para os pilotos estão estimados em cerca de seis mil contos.
Ricardo Abreu considerou ainda que, além dos custos, esta situação acarreta perigo de acidentes, lembrando que 75 por cento dos acidentes aéreos são provocados por problemas relacionados com o cansaço das tripulações.
Por isso, pediu ao Governo uma outra postura relativamente à TACV. Responsabilizou o Estado pela situação da empresa.


MCSA - RCV


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