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Cocaína apreendida no Mindelo é a segunda maior apreensão em Cabo Verde


25 Ago 2017 Sociedade

Investigadores da Polícia Judiciária encontraram documentos a bordo do yate, apreendido na Marina do Mindelo, que irão ajudar na investigação em curso e na fundamentação da acusação dos quatro membros da tripulação, detidos desde quarta-feira.

A informação foi apurada, nas últimas horas, no rescaldo das buscas desenvolvidas entre quarta e quinta-feira e que resultaram na apreensão de 1157 (mil, cento e cinquenta e sete) quilos de cocaína, que estavam escondidos no casco da embarcação proveniente de Natal, Brasil.

De entre outras informações, os documentos apreendidos possibilitarão revisitar o percurso que o yate de vinte e dois metros e meio de comprimento fez desde o ano passado, aquando da sua passagem por São Vicente rumo ao Brasil, “onde foi praticamente reconstruído e preparado para receber esse carregamento de droga”, que é a maior apreensão feita em São Vicente e a segunda do país, logo a seguir aos 1500 kg da operação “Lancha Voadora“, levada a cabo na ilha de Santiago.

Segundo apuramos, os 1157 kg de cocaína, descobertos entre quarta e quinta-feira, foram acondicionados em 1063 pacotes e distribuídos na estrutura do casco da embarcação, “na zona dos aposentos da tripulação”.

Pelas dificuldades que enfrentaram para retirar a droga do “esconderijo”, tarefa só conseguida com o apoio de um serralheiro, a nossa fonte quase que descarta a possibilidade de “parte dessa droga estar destinada ao mercado nacional. O destino era a Europa”.

Conforme as informações recolhidas, pela equipas da PJ, nas operações de vigilância, os quatro elementos da tripulação desse yate , três brasileiros e um francês, não tiveram nenhum apoio cúmplice em terra, estando, de momento, descartado o envolvimento de terceiros com os detidos, que esta manhã serão presentes ao Tribunal para os primeiros interrogatórios e aplicação de medidas de coação.

A acompanhar esta fase processual da operação está, desde ontem de manhã, em São Vicente, a Directora Nacional Adjunta da Polícia Judiciária, enquanto Directora Nacional de Investigação Criminal.


RCV


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