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Banco de Cabo Verde reviu em alta o crescimento da economia para o próximo ano


04 Out 2017 Economia


Em seu relatório sobre politica monetária, o BCV aponta um para um crescimento de 4 por cento.

No relatório da política monetária, o BCV explica que a revisão em alta das perspetivas de crescimento para 2017 e 2018 reflecte a maior dinâmica, observada até o final do primeiro semestre, do investimento privado financiado com capital externo e interno e do consumo privado.

Esta situação, acrescentou, estará a traduzir o efeito desfasado do aumento da população empregada registada em 2016, bem como a recuperação mais lenta dos preços no consumidor e o crescimento consistente do crédito ao consumo.

Entretanto, sublinha que assente na expectativa de aceleração da execução das despesas no segundo semestre do ano, o consumo e o investimento públicos deverão contribuir, também, positivamente para o crescimento económico.

Acrescenta que a evolução muito favorável das exportações de viagens e transporte no primeiro semestre do ano e a expectativa de recuperação das exportações de pescado, na segunda metade do ano, sustentam a perspectiva de um contributo menos negativo da procura externa líquida para o crescimento, não obstante a revisão em alta da projeção das importações de bens e serviços, para acomodar o comportamento esperado da procura global.

“Do lado da oferta a revisão em alta é explicada em larga medida pelo desempenho da indústria transformadora e de alojamento e restauração, bem como pela recuperação, acima das expetativas, do comércio, que cresceu no primeiro trimestre do ano no ritmo mais acelerado desde o quarto trimestre de 2011”, explica o BCV no documento.

Por outro lado, indica que o contínuo fortalecimento do sentimento económico e do volume de negócios das empresas, bem como o nível crescente da arrecadação de impostos indiretos, sustentam, de igual modo, as perspetivas mais optimistas para 2017.

O BCV perspectiva também que a atividade económica deverá continuar a ganhar ímpeto em 2018, impulsionada principalmente pela procura interna.

“A formação bruta de capital fixo deverá manter-se dinâmica, pese embora algum abrandamento devido ao efeito de base, com a contínua execução de projetos de investimento direto estrangeiro em curso e com o arranque de outros”, apontou.

A esta situação acresce-se também a perspetiva de melhoria das condições de acesso ao mercado de crédito, em função da operacionalização de mecanismos de mitigação de riscos e reforço da capacidade dos empreendedores, entre outras iniciativas públicas e privadas visando a melhoria do ambiente de negócios no país.

O BCV salienta ainda que o contributo do consumo privado para o crescimento económico deverá aumentar, justificado pelo alargamento dos rendimentos de trabalho e de empresas e propriedades, traduzindo os efeitos desfasado e contemporâneo do contínuo aumento da taxa de ocupação da população ativa e melhor desempenho do setor empresarial, num contexto de redução das remessas de emigrantes e crescimento ligeiramente inferior dos preços no consumidor.

“O aumento da oferta turística, as perspetivas de redução da inflação importada e de algum abrandamento do volume de importações de mercadoria deverá traduzir-se num contributo menos negativo da procura externa líquida para o crescimento económico em 2018”, realçou.


MCSA - RCV


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