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"Armadores nacionais conhecem o setor e se estão descapitalizados é porque o Estado cabo-verdiano tem vindo a sugá-los ao longo dos anos"


05 Out 2017 Economia


Esta é a resposta da ACAMM, Associação Cabo-verdiana dos Armadores da Marinha Mercante, ao Ministro da Economia, José Gonçalves, que no dia 27 de Setembro, disse que na marinha mercante nacional não há meios financeiros nem conhecimento capaz de encontrar uma solução para a mobilidade inter-ilhas.


Indignada, a ACAMM aconselha o Ministro a não entregar o setor aos estrangeiros, porque a experiência com a TACV não é bom indicador.

A posição é dos nove armadores que compõem a Associação Cabo-verdiana dos Armadores da Marinha Mercante, ACAMM, e foi divulgada ontem em conferência de imprensa.

Conforme João Guilherme, Presidente da ACAMM, é preocupante ouvir o Ministro da Economia dizer que a solução para a cabotagem é a entrada de estrangeiros no setor.

Para os armadores nacionais, se o Governo, está à procura de uma solução tem que dialogar com a Associação Cabo-verdiana dos Armadores da Marinha Mercante, ACAMM.

José Quirino Spencer, vogal da direcção, lembra que a AMP tentou atualizar a tabela dos fretes e a proposta não foi aceite porque os valores iriam triplicar e isso seria mau para o consumidor, continuando o armador a pagar sozinho a pesada fatura da exploração dos navios.

Perante esta situação, a ACAMM quer ser esclarecida e espera que o Primeiro-ministro diga ao país se vai atualizar os fretes para que os operadores estrangeiros venham operar em Cabo Verde.


MCSA - RCV


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