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Presidente da República diz que os atores sociais devem ser parte do todo o processo de definição e implementação de políticas públicas


Jorge Carlos Fonseca, Presidente da República
18 Out 2017 Economia

Na abertura do quarto Fórum Mundial de Desenvolvimento Local que aconteceu ontem na cidade da Praia, o Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, alertou para a necessidade de as políticas públicas terem como prioridade responder às necessidades das pessoas ao invés de procurar sempre e, em primeiro lugar, o equilíbrio orçamental e macroeconómico.


Para tal, diz Jorge Carlos Fonseca, os atores sociais devem ser parte do todo o processo de definição e implementação de políticas públicas.

O Primeiro-Ministro, Ulisses Correia e Silva, diz-se consciente do desafio que é desenvolver estas ilhas, tendo em conta que a inserção na economia global tende a gerar assimetrias.

A Sub-secretária Geral e alta representante das Nações Unidas para os países menos desenvolvidos e países insulares em desenvolvimento, Fekitamoeloa Katoa Utaikamano, apelou aos participantes a usar sua experiência para acelerar a participação e o desenvolvimento local.

“Não podemos perder tempo e esforço se quisermos tornar realidades os nossos objetivos até 2030. Cito assim alguém que disse: pense global, mas haja localmente. Para garantir igualdade para todos nenhuma comunidade pode ser deixada para trás. Se realmente desejamos que ninguém fique para trás, temos de garantir que todos tenham voz na prossecução dos nossos objetivos”.

Maria Eugenia Limon, representante do Governo provincial de Huelva e do Fundo Andaluz de Municípios para solidariedade internacional, FAMSI, um dos organizadores do Fórum, e do primeiro Fórum Mundial de Desenvolvimento Local que aconteceu em Espanha, dirigiu-se diretamente ao governos Locais e considera que podem e devem inspirar as políticas nacionais e globais.

“O trabalho dos governos locais deve ser divulgado. Nós do FAMSI estamos convencidos que o foco principal das políticas dos governos locais podem e devem inspirar os programais nacionais e globais. Nós, os governos locais, não queremos apenas implementar as agendas.

E temos vindo a denunciar isso há anos. Precisamos de apoio legal e financeiro e estar conetados com todos os níveis de decisão política. E mais: os governos locais devem manifestar as nossas preocupações.”

Para hoje, logo às nove horas, teremos uma plenária para debater os desafios da desigualdade no caminho do desenvolvimento sustentável.

Ainda de manhã será possível participar em cinco painéis interativos, que acontecem simultaneamente e num diálogo político sobre o potencial da economia social e solidária em reinvestir valor no bem-estar local e criar empregos dignos, promovido pela OIT.

À tarde, será possível acompanhar dois diálogos políticos: um sobre o desenvolvimento rural e outro sobre o papel da cooperação territorial e as parcerias para promover a coesão territorial.

Todos os detalhes podem ser acompanhados através das emissões da RCV que tem uma equipa permanente no Estádio Nacional, onde decorre o Fórum.


MCSA - RCV


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