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Copa África Futebol Cegos: Cabo Verde volta a perder e ainda não marcou

25 Out 2017 Desporto

A Copa de África de Futebol para Cegos entra hoje no terceiro dia de jogos. Ontem, na segunda jornada, a selecção nacional averbou mais uma derrota.

Os egípcios venceram por 6-0. Ao intervalo registava-se 2-0. Na partida de ontem já se notou alguma evolução da equipa de Cabo Verde em relação ao primeiro jogo em que perdeu por 12-0 com o Mali.

Para hoje, às 14h00, jogam Mali – Egito. E às 16h00 Cabo Verde volta a entrar em campo, agora para defrontar o Marrocos. Marrocos que é líder isolado do campeonato, com duas vitórias em outros tantos jogos.

O guarda-redes, o único em campo que vê, e o guia de baliza
O guarda-redes e o guia de baliza são dois elementos fundamentais no futebol para Cegos. O guarda-redes é o único jogador que não é invisual. No caso da selecção de Cabo Verde, o responsável pela baliza é Lenine. Guarda-redes de Futebol de Onze e também de andebol, Lenine já leva muitos anos a defender. Já foi campeão regional de futebol de Santiago Sul pelo Desportivo da Praia. E por mais de uma vez já foi campeão nacional de Andebol, também pelo desportivo. Agora, com esta experiência nova a nível de Futebol para Cegos, Lenine diz que, ao contrário do que se possa pensar, “é difícil estar na baliza num jogo de cegos, porque tudo é imprevisível. Voce nunca sabe para que direcção vai sair o remate”.

Lenine que, apesar dos reflexos, foi impotente para travar a goleada do primeiro jogo de Cabo Verde, terça-feira frente ao Mali. Já ontem, diante do Egito, foi o colega Isaías que esteve na baliza. A equipa nacional conta com a ajuda de dois técnicos espanhóis. Lenine reconhece que já aprendeu muito mais agora com os especialistas.

Outro elemento fundamental no Futebol para cegos é o guia de baliza. Cada equipa tem um guia de baliza que fica atrás da baliza do guarda-redes adversário. A sua função é dar aos dianteiros da sua equipa indicações para que possa rematar na direcção certa. Na equipa de Cabo Verde, o guia é Idélio Mendes. O Jovem já leva cerca de 15 anos a trabalhar no desporto paralímpico mas a nível do Futebol para cegos, é a primeira experiência. E diz estar impressionado.

Idelio é um dos rostos mais visíveis no terreno quando se fala do Comité Paralímpico Cabo-verdiana. Ele está convencido de que o Futebol para cegos vai dar um grande salto nos próximos tempos em Cabo Verde.


Benvindo Neves - RCV


Reportagem RCV com jornalista Benvindo Neves


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