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Presidente da CNE defende que Cabo Verde deve realizar de imediato experiências de votação electrónica para ver se adopta o modelo


24 Nov 2017 Sociedade


Este é, de resto, uma das recomendações do seminário sobre o uso das novas tecnologias nos processos eleitorais que terminou ontem na cidade da Praia.


A Presidente da Comissão Nacional de Eleições, Maria do Rosário, é peremptória: Cabo Verde está atrasado no que diz respeito ao uso das novas tecnologias de informação e comunicação desde 1999. Já nessa altura a lei eleitoral impunha a realização de experiências de votação eletrónica e identificação biométrica, o que nunca aconteceu.
 
Das experiências partilhadas e das recomendações saídas do ateliê, há algumas que Cabo Verde está, conforme a Presidente da CNE, em condições de implementar no imediato.
 
É este também o entendimento do Presidente da Rede de Competências Eleitorais da Francofonia. General Siaka Sangaré entende que Cabo Verde deve adaptar-se às mudanças que as novas tecnologias de informação e comunicação estão a trazer para os processos eleitorais. No entanto o especialista destaca o exemplo da democracia cabo-verdiana para o espaço africano da francofonia.

“Eu disse que Cabo Verde na África Ocidental é uma montra de democracia. Aqui as eleições são sempre bem organizadas e os resultados são aceites, sobretudo nos pleitos em que há vários candidatos… quem perde aceita com naturalidade. Portanto, há uma elegância, por isso falamos dessa experiência que deve ser partilhada em todo o mundo. Cabo Verde é um modelo de democracia no espaço africano da francofonia e esta é uma das razões por que escolhemos Praia para realizar este ateliê.”

O workshop sobre o uso das novas tecnologias nos processos eleitorais que vinha decorrendo desde quata-feira na cidade da Praia reuniu um total de 62 participantes provenientes de 35 países e organizações internacionais.


MCSA - RCV


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