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Procuradoria da República decide avançar com inquérito para apurar responsabilidades em matéria de gestão da TACV durante a Governação do PAICV


Olavo Correia - Ministro das Finanças
30 Nov 2017 Política


O Ministro das Finanças apresentou no parlamento uma comunicação da Procuradoria-geral da Republica que reconhece que há factos no processo de gestão da TACV durante a governação do PAICV, que indiciam a prática de ilícitos penais.


Olavo Correia avançou esta informação durante a interpelação sobre os transportes aéreos que começou na tarde de ontem no Parlamento.

Na abertura da interpelação, o PAICV, pela voz do deputado Rui Semedo, enumerou várias etapas para pôr de pé um setor dos transportes aéreos e uma companhia de bandeira que orgulha dos cabo-verdianos. Uma transportadora que, segundo o deputado, acaba de ser liquidada pelo Governo de Ulisses Correia e Silva.
 
Rui Semedo voltou a criticar o secretismo em torno dos negócios com as companhias Binter e Icelandair. Um silêncio que, ainda assim, não o impediu de partilhar com os deputados alguns dados de que dispõe o maior partido da oposição.

O deputado do PAICV continuou a desfiar algumas situações que, do seu ponto de vista, configuram a má opção do Governo nas decisões de entregar o mercado doméstico à Binter e as rotas internacionais à Icelandair.

Pelo lado da bancada do MpD, o deputado Luís Carlos Silva considerou que nesta matéria o PAICV devia pensar duas vezes antes de interpelar o Governo.

Chamado a prestar esclarecimentos sobre o dossiê privatização da TACV, o ministro da Economia e Emprego falou de uma pesada herança deixada pelo Governo do PAICV. José Gonçalves garantiu que executivo teve que desarmadilhar todos os contratos considerados lesivos aos interesses do Estado cabo-verdiano.

Mais longe foi ministro das Finanças. Olavo Correia leu uma nota da Procuradoria da República que decidiu avançar com um inquérito para apurar responsabilidades em matéria de gestão da TACV durante a Governação do PAICV. Isto porque, como explicou Olavo Correia, o ministério Público considera que há fatos que indiciam a pratica de ilícitos criminais. A interpelação sobre os transportes aéreos em Cabo Verde termina hoje.


MCSA - RCV


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