25 Setembro de 2026
Não raras vezes se contam casos de professores, formadores ou outras entidades ligadas à educação e formação profissional que condicionam a atribuição de notas ou benefícios do sistema a prestação de favores sexuais pelos alunos ou formandos. Para se ter uma ideia concreta sobre a percepção do risco de assédio, abuso e exploração sexual na educação e formação profissional o Instituto Cabo-verdiano para a Igualdade e Equidade de Género (ICIEG), com o financiamento da Unidade de Gestão de Projetos Especiais, encomendou a realização de um diagnóstico sobre o assunto e esta sexta-feira socializou o resultado.
Cerca de metade dos inquiridos afirmou já ter testemunhado casos de abuso ou assédio sexual na educação ou formação profissional.
Juntamente com este diagnostico o ICIEG elaborou também um guia de atuação por se ter notado que muitas vítimas não sabem como proceder perante tais situações, que leis existem ou onde denunciar.
O ICIEG tem também uma linha grátis 800 18 18 para denúncias e todos as vítimas homens e mulheres podem devem denunciar. Ao fazer a abertura oficial do evento de apresentação e socialização do diagnóstico sobre o assédio e abuso sexual na educação e formação profissional o ministro da coordenação de projetos especiais, José Carlos Varela garantiu que o governo tudo vai fazer para pôr cobro a situações destas já que nenhum jovem deve ter de escolher entre o seu futuro e a sua dignidade
O assédio sexual constitui um risco psicossocial que pode afetar profundamente a saúde, o bem-estar e o desempenho do visado e deve ser combatido, frisa o governante.
Programação