Investigador António Correia e Silva entende que o Campo de Concentração do Tarrafal está repleto de lições para a história de Cabo Verde e do Mundo

02 Maio de 2024

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Numa altura em que se assinalam os 50 anos em que foram libertados os últimos presos políticos do Campo de Concentração do Tarrafal, o investigador António Correia e Silva entende que o espaço é repleto de lições para a história da Cabo Verde e do mundo e afirma ainda que o momento é para a sua redescoberta e da sua importância na história.

Passaram-se 50 anos desde que os últimos presos políticos saíram em liberdade e se encerrou um capítulo negro que entrelaçou vários povos. O Campo de Concentração do Tarrafal foi aberto em 1936 para, inicialmente, manter em reclusão os que ousaram, em Portugal, desafiar o regime ditatorial de Salazar e, mais tarde, os anticolonialistas de Angola, Cabo Verde e Guiné-Bissau. Para o investigador António Correia e Silva, os cabo-verdianos precisam de visitar a sua história e tirar lições e ensinamentos.

O Prémio Camões, Arménio Vieira, não foi, necessariamente, preso no Campo de Concentração do Tarrafal, mas foi detido algumas vezes e levado para lá para ser interrogado. Já, o angolano Alberto Correia Neto foi preso aos 20 anos, por quatro anos e meio. As mágoas e os traumas pelos tempos que passou no Campo de Concentração ainda são-lhe visíveis.

Para Correia e Silva, o Campo de Concentração do Tarrafal é bastante falado.  Reconhece a existência de teses, mas afirma que, em parte, a sua história continua a ser inacessível e defende que é preciso fazer-se mais.

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