Presidente da Câmara Municipal da Brava pede barco com condições para evacuações e que faça ligações à ilha do Fogo

09 de agosto de 2022

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O Primeiro-ministro anunciou, na semana passada, a colocação de um navio da guarda costeira na ilha Brava, para casos de emergência.

Em entrevista ao Jornal da Tarde, o presidente da Câmara Municipal da Brava, Francisco Tavares, considera a medida interessante, aplaude a intenção, mas considera que não resolve o problema de transporte na Brava que precisa de muito mais e defende um barco permanente, com condições para suprir as necessidades dos bravenses  e que faça ligação diária à ilha do Fogo.

O presidente da Câmara Municipal da Brava garante que há uma outra proposta de um privado foguense, há três anos, cuja embarcação está em manutenção na Holanda.

Os problemas  de transporte de e para a ilha Brava são recorrentes e, nos últimos dias, a situação piorou sem um navio de passageiros no porto de Furna. Quadro que culminou na morte do adolescente João da Cruz, de 14 anos, ocorrida depois de ser evacuado para o Fogo num bote de pesca, em condições precárias.

O cenário originou a ira de um grupo de bravenses, que convocou uma manifestação para os próximos dias no país e na diáspora, pedindo mais atenção das autoridades para com a ilha das flores.

Tavares reage com naturalidade às manifestações, mas diz que há politização desta questão. O edil espera pelos resultados do inquérito proposto pelo Primeiro-ministro nas redes sociais à volta das circunstâncias da evacuação e do falecimento de João Carlos da Cruz, anúncio precedido de uma comunicação do Presidente da República, também nas redes sociais, na qual defendeu um inquérito rigoroso sobre a morte do adolescente, para cabal esclarecimento.