Seis meses depois da tragédia da tempestade Erin, que ceifou 11 vidas e devastou Mindelo, o carnaval chegou como uma celebração da alegria, resistência, identidade cultural e memória.

18 Fevereiro de 2026

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Na terça-feira, as sete avenidas do carnaval foram preenchidas pelos desfile de dois grupos, mais de dois mil foliões, sete carros alegóricos e 250 ritmistas. Embora com enredos diferentes, tanto o Flores do Mindelo como o Cruzeiros do Norte mostraram que os enredos de carnaval são espaços onde o património cultural, material e imaterial, são resgatados e inscritos no presente.

O Flores do Mindelo lembrou “quel tempe dun vez”, dos candeeiros de petróleo e ferro a carvão, de uma Praça Nova vibrante, animada pela banda municipal sob a regência de Jotamonte, numa cidade musical e “canteiro de criatividade”.

A agremiação Cruzeiros do Norte, por sua vez, conta a história da época de ouro de São Vicente, impulsionada pela exploração do carvão, entre finais do século 19 e primeira metade do século 20. 
Uma história que o grupo quis resgatar do esquecimento; “a história de São Vicente não pode ser apagada e a história não se prescreve”. Ao longo das 17 alas e quatro andores, trouxe referências à influência inglesa na arquitetura da cidade, no desporto, nos usos e costumes do seu povo.

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