Produtos alimentares transformados representaram 21% das importações cabo-verdianas em 2020

23 de janeiro de 2021

A+ A-

Os produtos alimentares transformados representaram 21% das importações cabo-verdianas em 2020, valendo quase 120 milhões de euros, de janeiro a novembro, segundo dados do Banco de Cabo Verde (BCV) compilados hoje.

De acordo com um relatório estatístico do BCV, nos 11 meses de 2020 já contabilizados, as importações de bens por Cabo Verde caíram globalmente 10,8%, para 63.753 milhões de escudos (577 milhões de euros).

Essas quebras foram mais acentuadas em abril e maio, meses em que o arquipélago esteve em Estado de Emergência, com confinamento geral da população e encerramento de empresas, para conter a transmissão da Covid-19.

Do total das importações cabo-verdianas de janeiro a novembro, 20,9% foram só em produtos alimentares transformados, valendo 13.145 milhões de escudos (119 milhões de euros), de acordo com os dados estatísticos do BCV.

Com um peso de quase 10% do total, Cabo Verde importou em combustíveis quase 6.252 milhões de escudos (56,5 milhões de euros) de janeiro e novembro, mas também com fortes quebras no período de abril e maio, devido ao confinamento.

O país, ainda segundo os dados do BCV, chegou a novembro com um volume de Reservas Internacionais Líquidas de 66.704 milhões de escudos (603 milhões de euros), uma descida de 4,9% face a outubro, mas suficiente para garantir vários meses de importações.

Quanto às exportações cabo-verdianas caíram 18,5% de janeiro a novembro, para 41 milhões de euros, essencialmente peixe e conservas, mas chegaram ao final do ano a recuperar, segundo dados do Banco de Cabo Verde (BCV) compilados hoje.

 

De acordo com um relatório estatístico do BCV, nos 11 meses de 2020 já contabilizados, as exportações de bens totalizaram 4.543 milhões de escudos (41 milhões de euros). Deste volume, quase 1.210 milhões de escudos (10,9 milhões de euros) foram exportados em outubro e novembro, recuperando assim de fortes quebras em abril e maio, período de confinamento generalizado da população devido à pandemia de covid-19.

Novembro foi mesmo o valor mais elevado do ano em exportações, com 607 milhões de escudos (5,5 milhões de euros), muito acima dos quase 180 milhões de escudos (1,6 milhões de euros) exportados em maio, segundo os dados do BCV.

No mesmo período, janeiro a novembro, de 2019, as exportações cabo-verdianas tinham chegado ultrapassado os 5.572 milhões de escudos (50,4 milhões de euros), pelo que 2020 representa uma quebra de 18,5% nessas vendas ao exterior, em que mais de 80% continuam a ser de produtos do mar, nomeadamente conservas e peixe congelado.

Menos de 10% dessas exportações são produtos produzidos no arquipélago, essencialmente calçado e vestuário.

Segundo dados anteriores do Instituto Nacional de Estatística de Cabo Verde, Espanha é o país que mais compra os produtos cabo-verdianos, com uma quota superior a 60%, mantendo uma forte atividade na indústria conserveira, essencialmente na ilha de São Vicente.

 

Maria José Macedo / RTC



Artigos Relacionados