Porto Novo: Madrugadores prontos para a retoma nas diversas modalidades

24 de fevereiro de 2021

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Na cidade do Porto Novo moram os Madrugadores, um clube que nos últimos anos tem desenvolvido um projeto de promoção de várias modalidades, com especial enfoque no andebol. Com escolas de formação em várias modalidades, o clube já retomou os treinos e garante estar pronto para entrar em competições
Um dos rostos do projeto chama-se Juari Nobre. Jogador, monitor, ele garante que depois de todo esse tempo de paragem, os Madrugadores já está prontos para a retoma das competições. 
“Estamos prontos, seja ela qual for a competição, sentimos preparados para competir. Aliás, neste momento estamos com um torneio interno e cada equipa tem mais de 15 jogadores cada, o que mostra que temos recursos humanos mais que suficientes para a retomas”, declarou ao Jornal do Desporto da RCV.

O projeto dos Madrugadores vai muito além do andebol. Abarca Basquetebol, Voleibol, Futsal e Ténis, a nível de formação. Os treinos já decorrem, nas diversas modalidades

“Já estamos a treinar e não apenas no andebol. Mesmo a nível de basquetebol e voleibol feminino e masculino já estamos com os treinos, mas também no ténis, pois, abrimos, recentemente uma escolinha de ténis. Acredito que é extremamente importante reiniciarmos as nossas atividades, mesmo que não seja num ambiente perfeito de competição”

A dinâmica que o clube imprimiu nos últimos anos a nível de formação, tem dado frutos. Juari Nobre dá como exemplo a permissão que receberam da Federação cabo-verdiana de Andebol para apresentarem nos campeonato duas equipas numa mesma competição. 
“Somos a única equipa em Cabo Verde que tem autorização da Federação Cabo-verdiana de Andebol, aprovada em assembleia-geral, para participarmos num mesmo campeonato sénior com duas equipas distintas, quer em masculino quer em feminino”, diz, orgulhoso, o andebolista e monitor.

Juari Nobre avança que tem surgido em Porto Novo muitos jovens promissores das escolas de andebol dos Madrugadores. Tanto assim é que, garante, alguns estão a ser seguidos por clubes estrangeiros como Benfica, Avanca, entre outras, além de Lamego, onde já está um atleta que saiu dos Madrugadores.

E no meio de todo esse entusiamo, um lamento: a fuga de jovens de Santo Antão para outras ilhas, que atrofia os clubes. “A nossa grande dificuldade em Santo Antão é que os jovens, quando chegam aos 18 anos, idade de explosão, acabam por migrar para São Vicente, Santiago ou mesmo para o estrangeiro. Se tivéssemos uma universidade em Santo Antão que pudesse reter os jovens, acredito que em três ou quatro anos teríamos campeões nacionais de andebol aqui na ilha, concluiu.

Benvindo Neves / RCV