Liberdade de Imprensa: Cabo Verde desce 2 pontos no ranking mundial da Repórteres Sem Fronteiras

20 de abril de 2021

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Cabo Verde desce  2 pontos  no ranking mundial da RSF, Repórteres Sem Fronteiras, este ano  apesar   merecer   elogios  da organização pelo   facto dos diretores da  RTC passarem  a ser eleitos  recrutados através de concurso interno.

No entanto, o Vice presidente da AJOC reage com alguma preocupação  ao facto da liberdade de imprensa em Cabo Verde ter  perdido os 2 pontos, e assinala a necessidade de se combater a autocensura.

Dum modo geral a  edição 2021 do Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa elaborado pela Repórteres sem Fronteiras (RSF) mostra que a principal vacina contra o vírus da desinformação, o jornalismo, está totalmente ou parcialmente limitado em 73% dos 180 países avaliados pela RSF.

O controle do jornalismo é revelado pelos dados do ranking, que mede as restrições de acesso e os entraves à cobertura jornalística. 

A RSF registrou uma flagrante deterioração deste indicador no período. Os jornalistas estão limitados, no acesso tanto ao campo, quanto às fontes de informação, por conta da crise sanitária ou tendo ela como pretexto. 

O estudo mostra uma dificuldade crescente dos jornalistas em investigar e divulgar temas delicados, principalmente na Ásia e no Oriente Médio, mas também na Europa.

Cabo Verde   entre 180 países   está na posição 27, tendo descido 2 pontos na classificação mundial da liberdade de imprensa referente a 2021.
A pressão sobre os meios de comunicação públicos diminui.
E Cabo Verde se distingue pela ausência de ataques contra jornalistas e uma liberdade de imprensa garantida pela Constituição – tendo o último processo por difamação data de 2002. 

No entanto, nos novos estatutos de outro grupo de comunicação público, a Rádio Televisão Cabo-verdiana (RTC), aprovados em 2019, o Governo renuncia ao poder de nomear seus administradores. Em julho de 2020, seguindo o disposto nos seus novos estatutos, a RTC constituiu um Conselho Independente, que visa garantir maior autonomia e independência ao canal público. 

O desenvolvimento dos meios de comunicação privados é limitado por um mercado publicitário restrito e pela ausência de subsídios aos operadores audiovisuais. 

A geografia do arquipélago também dificulta a distribuição da mídia impressa e a difusão das Mídias audiovisuais em todas as dez ilhas que formam o país.

O Professor universitário, Silvino Évora, congratula-se com o relatório dos Repórteres Sem Fronteiras.
Já o Vice-presidente da AJOC, Jeremias Furtado reage com preocupação a queda  do país em 2 pontos e ,  ressalta o facto do relatório da RSF  terem visto como algo positivo  o facto de a nível da RTC, os seus diretores serem recrutados através de concursos, No entanto, lamenta  o facto do mesmo não estar ainda a acontecer na  Inforpress.
Reações   em relação ao posicionamento  de Cabo Verde no ranking de liberdade de imprensa , que cai 2 pontos em relação ao ano passado.

Joana Lopes / RCV



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