Banco de Cabo Verde gastou mais de 40 mil contos a destruir e emitir notas e moedas

12 de maio de 2021

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O Banco de Cabo Verde gastou mais de 40 mil contos na destruição e emissão de notas e moedas em 2020. Trata-se de um aumento de 12,65% nos custos face a 2019 que o banco central justifica com as medidas adotadas para travar a transmissão da Covid-19.

De acordo com dados do relatório e contas do BCV, o custo de quase 45,6 milhões de escudos “espelha os custos suportados com a emissão da nova família de notas e com a destruição de notas”, comparando com os 40,4 milhões de escudos em 2019. O banco central justifica que o aumento de mais de 12,% face a 2019 deve-se ao condicionamento do serviço de saneamento de notas durante o período de Estado de Emergência decretado pelo Governo em março de 2020.

Enquanto autoridade monetária e banco emissor, o Banco de Cabo Verde tem como função emitir e colocar em circulação notas e moedas metálicas do escudo cabo-verdiano, com curso legal e poder liberatório, incluindo as comemorativas. Em 2019, foi determinada a retirada de circulação da nota de valor facial de 1.000 escudos, até fevereiro de 2030 e encontra-se em curso ainda a retirada de circulação das notas de valor facial de 200 escudos e de 2.000 escudos, iniciada em 2018, segundo o BCV.

Segundo o BCV, Cabo Verde tinha em circulação no final de 2020 notas e moedas no valor de mais de 13.096 milhões de escudos , um aumento de 6,97% face a 2019, "associado ao crescimento da emissão monetária.



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