Presidente IDJ responde a Gracelino Barbosa: “ele é o atleta cabo-verdiano que mais apoios tem recebido”

10 de julho de 2021

Frederic Mbassa, presidente do IDJ
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O Instituto do Desporto e da Juventude contesta as declarações de Gracelino Barbosa proferidas na edição desta quarta-feira do Jornal do Desporto da RCV. O atleta paralímpico acusou o Governo de Cabo Verde de “nada fazer” para o ajudar e diz já nem estar disposto a se “humilhar” porque "já não acredita nesses apoios.”

A reação do Governo, através do IDJ, não se fez esperar. Em conferência de imprensa, o presidente da entidade, Frederic Mbassa, não só negou a inexistência de ajuda, como apresentou números relativos a apoios disponibilizados ao atleta via Comité Paralímpico  Cabo-verdiano e Federação Cabo-verdiana de Desporto Adaptado, desde 2016 até 2020.

Tudo somado, em mais de quatro anos, os valores referentes a ajudas a Gracelino Basrbosa ultrapassam os 11 mil contos, conforme as contas feitas por Frederic Mbassa.

“O atleta paralímpico e campeão Gracelino Barbosa é, neste momento, o desportista cabo-verdiano que se dedica à pratica de desporto profissional, atletismo adaptado, fora de Cabo Verde, e é quem mais apoios tem recebido das instituições públicas cabo-verdianas”, expôs, para depois pormenorizar um a um os valores disponibilizados consoante as competições em que ia participando, tratamento de lesões, e outras despesas. 

Tudo isso leva Frederic Mbassa a concluir que “algo vai mal”. Deste modo, o Instituto do Desporto e da Juventude vai saber junto do COPAC e FECADA se esses valores disponibilizados têm chegado ao destinatário.

“Se o atleta campeão, Gracelino Barbosa, reclama não ter recebido até hoje qualquer apoio das instituições públicas, só temos a concluir que algo está muito errado. Iremos, novamente, junto das entidades em causa, perceber porque é que constantemente, de forma pouco cordial, o atleta vem reclamando da constante falta de apoio das entidades públicas nacionais. A ser verdade, entendemos a posição do atleta. Iremos, perceber o porquê que nenhum desses valores poderão ter chegado aos destinatários, nomeadamente ao atleta Gracelino Barbosa”, declarou Mbassa, acrescentando que todos os comprovativos atestam a transferência desses valores.

Quisemos saber então se essas entidades não apresentam relatórios referentes aos valores que recebem do Estado.

“Nós estamos num processo de reformulação do mecanismo financeiro de relacionamento com as instituições. Havia mecanismos de contrato-programa definido em que se apresentavam justificativas. Antes da criação do instituto [IDJ] era apresentados recibos e eram validados por entidades de contabilidade previstas. Neste momento estamos a reformular porque, realmente, é necessário que haja relatórios aprovados em assembleias-gerais, verificados, para que possamos garantir que os recursos são realmente alocados corretamente e que cheguem aos destinatários. Neste momento estamos a fazer uma avaliação minuciosa de todos esses recibos”.

Frederic Mbassa lembrou que o Governo não ajuda diretamente os atletas mas sim, relaciona com as entidades. O presidente do IDJ esclareceu ainda que os critérios que determinam as comparticipações estão todos definidos em lei.

Oiça, em baixo, a notícia com as declarações de Frederic Mbassa, Presidente do Instituto do Desporto e da Juventude