Mundial 2022. "Humildade, tranquilidade e coragem" - receita de Bubista para assalto ao 1º lugar do grupo C

05 de novembro de 2021

Pedro Brito "Bubista", selecionador nacional de futebol
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Humildade, tranquilidade e coragem… são, sobretudo, esses valores que o selecionador nacional de futebol quer incutir nos Tubarões Azuis para as duas últimas jornadas da fase de grupos de qualificação para o Mundial 2022.

O primeiro desses dois jogos é já no dia 13 deste mês, no Mindelo, frente à Republica Centro Africana.

“Para podermos estar no play-off temos de fazer as coisas sempre como equipa, com responsabilidade, dedicação e, mais que isso, acho que temos de ter coragem. Com um certa tranquilidade, mas coragem para enfrentar os dois adversários que temos pela frente.”

Declarações do selecionador nacional à Rádio de Cabo Verde, na sequência do anúncio, esta quinta-feira, dos convocados para os jogos com República Centro Africana e Nigéria, marcados para 13 e 16 de novembro.

Numa lista sem grandes mudanças em relação à convocatória anterior, salta à vista o regresso do ponta de lança Zé Luís. O jogador do Locomotiv de Moscovo já não vinha à seleção há algum tempo.

Bubista esclarece que o foguense sempre esteve disponível.

“O Zé Luís já foi convocado mais que uma vez [na era Bubista]. Único problema é que em todas as vezes lesionou-se na última semana. Desta vez, esperamos que ele esteja connosco. É um jogador em quem confiamos, penso que todos os cabo-verdianos sabem da sua qualidade, isso está fora de questão. Sempre quisemos que ele estivesse connosco e ele também sempre quis.”

Nesta entrevista à RCV, o selecionador nacional explicou que manteve uma conversa com Carlos Ponk e Hélder Tavares. Juntos, decidiram que os dois jogadores ficariam de fora da convocatória até porque, se viessem, estariam ainda bem vivas as memórias do acidente do mês passado em São Vicente, e que vitimou Dukinha. Os dois jogadores, recorde-se, seguiam na viatura que se acidentou e saíram ilesos.

De resto, a lista dos convocados sofreu poucas mexidas em relação à ulta convocatória. Além de Zé Luís, assinala-se apenas mais dois regressos. Tudo em nome da estabilização do grupo.

“Já tínhamos dito que estamos a procurar conferir uma estabilização ao grupo, garantindo uma certa continuidade. Temos o caso de Steven Fortes que, nas últimas duas convocatórias não pôde vir por causa de lesão. É também o caso de Dylan que na última chamada não esteve por estar lesionado.”

Cabo Verde ocupa neste momento o segundo lugar do grupo C, com 7 pontos. Está a dois da Nigéria, que é líder.

Vencendo os dois jogos que faltam, os Tubarões Azuis garantem o apuramento para o play-off.

O jogo com a Nigéria, na última jornada, será o tira-teimas, mas, antes, a que vencer a República Centro Africana, um adversário que merece todo o respeito, alerta o selecionador nacional.

“A RCA é uma equipa extremamente defensiva, praticamente joga com 6x2x2. Mas, temos que respeitá-la, é preciso termos muito cuidado, basta levarmos em conta que foi vencer na casa da Nigéria. Portanto, há que ter humildade e respeito para reconhecer o valor do adversário e ter confiança suficiente para tentar ganhar, sempre com o nosso objetivo na cabeça que é chegar ao primeiro lugar do grupo.”

O Jogo com a Republica Centro Africana é na próxima semana, daqui a oito dias, no Estádio Adérito Sena. A seleção nacional concentra-se já este fim-de-semana em São Vicente.

“Já este sábado chega o staff. A partir de domingo começam a chegar os jogadores, muitos jogam no fim-de-semana, a grande maioria vem na segunda, um ou outro vem na terça ou o mais tardar quarta-feira. De qualquer forma, desta vez temos mais tempo para reunirmos todos os jogadores e prepararmos o jogo com mais tranquilidade.”

Cabo Verde recebe República Centro Africana no próximo dia 13, sábado, às 15h30, no Estádio Adérito Sena. Três dias depois, a 16 de novembro, os Tubarões Azuis vão á Nigéria defrontar o combinado local no fecho da fase de grupos. Quem terminar em primeiro lugar apura-se para o play-off de acesso ao Mundial.

O recuo de Jovane Cabral e a "diplomacia" de Bubista

Há alguns meses, em entrevista à Rádio de Cabo Verde, o selecionador nacional garantiu que Jovane Cabral estava disponível para integrar a equipa nacional e que a sua chamada estaria para berve.

O certo é que depois dessa declaração, nas sucessivas convocatórias que se seguiram, nunca mais apareceu o nome do avançado do Sporting. Perguntámos a Bubista o que se passou.

“Ele tinha dito que estava disponível, depois houve um recuo da sua parte. Alegou problemas pessoais que tinha de resolver. Temos de compreendemos e andar ara frente. O nosso grupo tem demonstrado ser muito capaz de ultrapassar situações sem individualidades que num momento ou outro não pode estar presente, quanto mais sem Jovane que nunca esteve”, atirou.

Então quer dizer que o avançado está completamente descartado da seleção?

“Nós, como selecionadores somos apenas uma parte. Não podemos pôr nada no estômago e transformar situações em casos pessoais. Procurámos sempre avaliar no momento, conversar com as pessoas e tomar uma decisão da melhor forma possível. Mas, digamos que da nossa parte não há nada de mal. Quando há assuntos de índole individual deveremos procurar sempre respeitar, porque nunca sabemos lá no fundo o que se passa.”

 

Benvindo Neves



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