O dia em que Davi quer derrubar Golias no território do gigante

16 de novembro de 2021

Em setembro, Cabo Verde perdeu com Nigéria (1-2) no Mindelo
A+ A-

É briga de Davi e Golias, aquela que acontece na tarde desta terça-feira, em Lagos. Nigéria e Cabo Verde: o primeiro é um país imenso, quase 911 mil km², mais de 206 milhões de habitantes. O segundo, um minúsculo arquipélago, 4.033 km², com pouco mais de meio milhão de pessoas.

Mas, também, em matéria de futebol, tamanho não é documento. Em campo vão ser 11 contra 11 a disputar a liderança do grupo C e que dá acesso ao play-off de apuramento para o Mundial do Qatar. Nigéria só precisa de um empate, Cabo Verde está obrigado a ganhar.

E é com cabeça firme na conquista dos três pontos que a equipa nacional vai para o embate desta tarde. Essa confiança foi transmitida pelo selecionador Pedro Brito, Bubista, em entrevista à RCV.

“Há que ter confiança, e temos confiança na nossa equipa. É um jogo em que é preciso estar-se 100% concentrado, é um jogo para não se ter medo. Respeitamos a Nigéria como país e como equipa, mas temos de lhes fazer respeitar-nos também com o nosso futebol. A nossa equipa tem mostrado capacidade de ferir qualquer adversário, quer dentro quer fora de casa”

E de que forma a equipa nacional propõe cumprir esse objetivo de ganhar a Nigéria em sua casa? A receita de Bubista tem como principais ingredientes inteligência, organização e capacidade de sofrimento.

“Inteligência suficiente para saber a hora de atacar bem e sem medo. E é preciso ter também capacidade de organização, de sofrimento, para quando não tivermos bola sabermos que estamos a jogar com uma equipa com muitos jogadores de qualidade. Não podemos ter receio de, quando não tivermos bola, podermos defender e ter paciência suficiente para sabermos sofrer. Depois do sofrimento, procuraremos fazer com que eles sintam a nossa arma, que é a nossa transição ofensiva. Tenho certeza que também têm receio dessa característica do nosso jogo.”

E se a sorte acompanha os audazes, Bubista gostaria que ela - a sorte - olhasse para os Tubarões Azuis, tal como foi generosa com os nigerianos no jogo de há dois meses em São Vicente (Um golo altamente consentido e um autogolo). Mas, mesmo quando não há estrelinhas, os jogadores têm sabido dar a volta a situações difíceis, nota o selecionador.

“Temos trabalhado de forma bastante correta em termos de tranquilidade da nossa equipa. Temos passado por alguns jogos bastante difíceis mas temos conseguido dar volta por cima. Esperamos ter a sorte que a Nigéria teve em Cabo Verde. Tiveram, claramente, muita sorte mas isso faz parte do jogo. Queremos ter também essa sorte mas a nossa equipa não tem receios da Nigéria, e nem de qualquer outra seleção africana.”

Nesta entrevista ao enviado especial da RCV à Nigéria, o selecionador nacional falou ainda de carinho. Carinho que, diz, serem merecedores todos os jogadores, porque, nota Bubista, já fizeram muita coisa boa em tão pouco tempo.

“Estarmos na última jornada da fase de grupos de qualificação com possibilidade de apurarmos ombro a ombro com uma das quatro melhores seleções de África. Isso no mesmo ano em que conseguimos a qualificação para a CAN. Acho que estes jogadores merecem todo o tipo de carinho por parte do nosso povo. Temos dignificado os cabo-verdianos quer no país, quer na diáspora, temos a certeza  que o povo cabo-verdiano vai ficar orgulhoso depois dos 90 minutos.”

Por fim, o selecionador nacional expressou a sua gratidão pelo apoio que a seleção tem recebido dos cabo-verdianos, vindo de toda a parte. E deixou uma garantia:

“Ganhando ou não, o certo é que vamos colocar o nosso coração, a nossa vontade, o nosso querer nesse jogo”, rematou

 

Benvindo Neves c/ Moisés Évora

 



Programação

Ainda esta Semana

Últimos Vídeos

Últimos Áudios

Artigos Relacionados