23 Junho de 2025
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Foi estudante em Coimbra, militante clandestino do PAIGC, autor de músicas de intervenção, ministro antes e depois da independência, exilado no Brasil, psiquiatra, ativista cívico e conselheiro presidencial.
Poucas vidas atravessam com tanta intensidade os corredores visíveis — e invisíveis — da nossa história contemporânea como a de Manuel Faustino.
A sua trajetória cruza sonho e ruptura, poder e dissidência, silêncio e palavra. Hoje, no âmbito dos 50 anos da independência de Cabo Verde, conversamos com um dos protagonistas mais discretos — mas também mais livres — da nossa história política.
Um homem que viveu de dentro os primeiros anos do Estado, que se afastou por consciência, e que regressou para pensar, curar e servir. Nesta entrevista, propomos um mergulho na infância no Mindelo à Casa Civil da Presidência, da utopia ao desencanto, sempre com a liberdade como fio de navegação
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